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Aventuras de Rici em Portugal – Porto “Indo para Faculdade”


Indo com Rici para a minha faculdade… e admirando a paisagem das ruas do Porto… saida de casa para a Faculdade de Desporto da Universidade do Porto…

As Aventuras Do Amigo Menino – Parte II

Capítulo 3 – O aniversário de James Saturno

Iceberg não conseguira pregar os olhos a noite inteira, mas compensara caminhado com os olhos fechados. Assim, se despistou do restante do grupo, que já estava bem embalado. Ao abrir os olhos, e não era demais, pois havia tropeçado e caído de um penhasco, por onde rolou e se esfolou um bocado até, perfeitamente para em pé, e avistou Menino e Popogenic’s, de braços cruzados e caras feias:

- Ta pensando o quê?! Te liga mano Brown.

Após uma hora e meia de caminhada, mais ou menos 2.980 jardas de distancia calculava Popogenic’s para chegar até a casa de Maisá. Conhecido por possuir cinco punhais como fora citados, ele treinava outros cinco yesterdays em seu suposto templo. Um deles era seu filho, James Saturno, antigo amigo de Iceberg, porém não era o “Best Friend” dele atualmente, mas sim Menino.

- Vamu diuma veis! – disse Menino, num dialeto mais usual pelo yesterdays do passado, para Iceberg, pois estava em passos de lesma com artrose.

Em pouco tempo, uma chuva de compostos cortantes surgia da atmosfera, e nublara a pouca claridade do planeta. Nada mal para eles, pois as substancias cortantes apenas faziam cócegas à camada de pele dos yesterdays.

Já Iceberg não se sentia bem. Não pela chuva, mas pelo local onde estavam agora.  Acabaram-se as extensões de Lizard Land, agora estavam em Thunder’s Land, conhecida por aventureiros sem sucesso de “terra do imprevisto”. E Iceberg já tinha ouvido falar nas emboscadas que os aguardavam. Ou talvez estivesse delirando devido à chuva rala de substancias carbônicas cortantes inofensivas:

- Louco devo estar! – (Loco debo estar, música da banda Guardian).

Pensando na possibilidade de a chuva estar embaralhando seus pensamentos (não que sejam grandes coisas), pediu para Popogenic’s uma capa de chuva (Raincoat, musica da banda Downhere), mesmo sabendo que o velho não tinha, apenas para provocar comoção para com ele.

Eles acabaram por atingir o nordeste da serra uma hora antes de Iceberg cair adoentado aos pés dos viajantes. Com uma doença chamada “Maragatodomato”, mesmo que seja improvável da espécie de Iceberg pegar tal doença, esta, porém não racionava ninguém. Era uma infestação que nada se podia fazer. Popogenic’s não conhecia a cura, mas entendia muito bem as conseqüências desta praga. O seu objetivo era eliminar seu foco em cinco trias. Iceberg estava no estágio de dois trias. O velho apenas informou ao desesperado Menino que, naquela região apenas uma pessoa podia ajudar: Maisá. Este ser estranhamente era morador daquela região nefasta. Apenas ele era conhecedor de Thunder’s Land, de acordo com o mais velho dos viajantes. Certamente que estava errado. Não se passou dez minutos após ter proferido sua própria estatística, um orangotango alado aparece, para o susto dos viajantes. Era nada mais nada menos do que Jack Mountains, antigo líder da manada do leste. Menino conhecendo o rosto irreconhecível devido à chuva que piorava, arremessou uma pedra contra a criatura desengonçada, que nada sofrera, mais abrira seu bico:

- Onde estão indo?!

- Não lhe pertence essa informação! – respondeu o velho, tossindo quando pedaço de pedra o sufocou.

- Então não os liberarei caminho.

- Mas quem disse a ti que estas terras te pertencem?!

- E quem disse que não? – respondeu o animal, rindo após.

Menino, entrevendo na passividade do velho.

- Não queremos saber de quem é estas terras imundas, apenas, não só queremos como vamos passar adiante!

Irritado, orangotango desce em meio à poeira provocado pela chuva indesejada, a fim de proferir mais palavras:

- Vejo que carregas um enfermo. Sabes que doença lhe perpetua?

- Não banque o solidário! – respondeu Menino.

Notando a coragem dos viajantes, Jack salta a frente de Menino, o agarrando pela cabeça.

- Tente bancar o engraçadinho aqui e não terá volta! Teu amigo doente já está condenado, não terá dois tria de vida.

- Conheces Maisá? – pergunta o velho, tentado esfriar os ânimos.

Mas Jack não o atende, devido à aproximação de alguém nas proximidades. Apenas levanta vôo e profere algumas palavras:

- Saiam enquanto lhes dou prazo.

No horizonte do nordeste da serra, surge a figura de Maisá. Não só, acompanhado do senhor meio-velho que conversou anteriormente com Menino.

- Olá Menino! – cumprimenta o meio-velho, com uma cara de quem foi dormir as três e acordou as seis, mas demonstrando certa felicidade ao vê-lo.

- Olá, responde Menino fitando a figura de Maisá.

Maisá, um sub-mestre que teve aula com o mestre de Müllre, porém em nada parecia com um yesterday. Tinha aparência jovial, apesar de ter 60 anos na paleta. Tinha também uma leve semelhança com Rudnonson Lambert Jr. Este era um vendedor muito conhecido à cidade de Müllre, pois vendia sapatos e botinas do tio San. Porém, era indescritível sua fisionomia, devido a uma falha de fabricação.

- Quem são vocês e o que fazem nestas terras?

- Somos viajantes e procuramos à cidade perdida do Sul.

- E que querem fazer lá?

Neste momento, paira uma dúvida no autor desta ficção sobre o real objetivo dos viajantes até a terra perdida do Sul. Mas, com dúvidas, preferiu a incerteza na resposta de Menino para com Maisá.

- Procuramo-la a fim de decifrar certos mistérios pendentes para muitos habitantes deste planeta.

- De certo que já visitei esta cidade e não achei nela nada de misterioso.

- Mas então é uma cidade de yesterdays como você?! – pergunta curioso o velho Popogenic’s.

- Não exatamente. Era uma espécie muito estranha aos meus olhos. Tinham prazer em respiram o ar que circula naquelas redondezas. As texturas do lugar chegaram a cegar um amigo que me acompanhou naquela viagem que fiz. Mesmo assim, não consigo descrever o que vi lá, e por isso não recomendo para vocês irem lá. Eu nunca voltarei mais lá.

- É que o mestre Klun-Pling Anonymus me recomendou ir até esta cidade, mas como você disse isto…

- Fora aluno deste mestre?!

- Sim, por acaso, conheces ele? – pergunta Menino surpreso.

- Mas claro! Por que não me disse que fora aluno dele antes? Vamos, eu mostro o caminho. Lá é muito diferente, mas nada de temível. Vou com vocês.

- Você não acabou de dizer que nunca mais voltaria lá?!

- Fica frio veio xarope! – exclamou Menino.

Mas, antes, Menino informou sobre o estado de saúde que estava Iceberg. Maisá logo disse que no caminho tinha a solução daquele problema. E a solução era uma substancia muito desconhecida pelos yesterdays, chamava-se “água”.

Enquanto isso, um pouco atrás na corrida pela cidade do Sul, estavam Júpiter e a cidade de Müllre em peso aos seus calcanhares, sofrendo das mais variadas insanidades e mortes a cada momento. Mas o medo mesmo deste tirano era o possível encontro com um habitante de seu passado: Pitanga Murcha, que havia fugido para o sul. Não sabia realmente seu paradeiro, mas imaginava que Pascoal dera um jeito neste sujeito indesejado aos dois.

Estavam eles onde se podia dizer antigamente, em terras de Santa Catarina. O almirante responsável pela expedição, comunicou a Júpiter que sua rota iria mudar drasticamente, porém estrategicamente. Iria iniciar a decida pelas bandas do antigo terreno Pacífico. Mesmo com um mega desvio, as tropas alcançaram velocidade máxima, chegando à linha de Thunder’s Land antes do esperado. Isso surpreendeu o tirano, que sabia que nunca alguém tinha conduzido tantas pessoas por um lugar tão frio e perigoso. E é neste momento que as tropas avistam pela primeira vez nossos viajantes, que estão  2.393,92 jardas a sua frente.

Por puro azar (ou sorte, dependendo da empatia por personagens) a cidade inteira de Müllre se infiltrou em uma floresta negra. Mas esta, diferentemente de outras existentes, tem aspecto mais fúnebre e, como sua principal característica, era um beco sem saída. Ninguém dentre eles sabia sobre isso, a não ser um servo antigo de Klun-Pling Anonymus. Ao certo, não se sabe se ele quer esconder este segredo ou não prestou atenção nas aulas do velho mestre, ou seja, era um pateta.

Esta floresta se assemelha àquela citada no livro O hobbit, mas com algumas diferenças básicas: era sem vida, sem arvores autenticas e tudo mais. Porém continuava sendo escura e com um caminho a ser seguido. Um único desvio poderia significar uma perda total.

Como vocês sabem, não teria graça se nenhum deles saísse dali… Então contaremos o que se passou lá dentro que os possibilitaram escapar of the dark.

Acontece que no meio da floresta, lá no “meião”, morava um povoado, nada grande em proporções. Neste povo, que não se interessava em nada pelo mundo lá fora, reinava Joca James, um camundongo mutante, ao lado de sua mulher, Linda Borowsking Mañana, um ratazana do lado leste. Liderando esta comunidade de ratos a poucos anos, pretendiam expandir seu reino por toda a Terra. Porém contavam com um exército de 200 ratos efetivos. Contudo, esta espécie de ratos era muito diferente de outras gerações. Tinham um pé direito biológico (no caso destes seres magníficos, era a altura dos pés até os chifres de alce) de no mínimo 2,00m. Eram enormemente grandes (o pleonasmo não é proibido no futuro).

Os habitantes de Müllre estavam pasmos diante daquelas criaturas horrendas. Mas nada podiam fazer, parte da tropa de proteção havia sido atolada em enxofre movediço. Mas João Júpiter e sua saúde de ferro, de nada foram abalados.

A ocasião nas tribos de ratazanas era especial. Era aniversário de James Saturno, filho do casal líder desta tribo, e herdeiro do trono mais cobiçado da região.

Para desespero de seus pais, James Saturno nascera com três olhos. Esta anomalia deve-se ao fluxo de estilóides e hormônios de gasolina presentes no DNA da mãe do garoto, já no pai é uma longa história. O certo era que seu terceiro olho em nada o atrapalhava no decorrer de sua curta vida até aquele presente momento. De fato, ele era o mais desconfiado da casa, vivia olhando o que não devia e também era obeso, pois tinha não só os olhos maiores que a barriga como também um auxiliar. Por isso, cantava-se uma linda e debochada canção em suas festa de aniversários:

O que o olho vê, a barriga pede.

Oinc, oinc, oinc, oinc.

O que o olho vê, a barriga pede.

Oinc, oinc, oinc, oinc.

Seus amigos o consideravam uma ameaça para a dominação ratazional da Terra. Era um ser sem noção. O idealismo of the mouse’s estava em sérios apuros.

A festa iria começar. Joca James estava irritado com a música repetida constantemente, e começava a perceber a música como um som de um suposto protesto. Pois agora, estava James Saturno com seus 18 anos, idade em que não era duvidosa a sua coroação. No entanto, a mãe do bastardo era contra o reinado de seu filho. Talvez não por ser super-protetora, mas pelo modo das pessoas se darem com seu filho, um atentado contra ele não seria improvável.

Charlie 666º estava na oitava cavalaria de Müllre, quando não aturou a ordem de ficar em quarentena antes de atacar, e resolveu investir contra os ratos, justo em uma comemoração que envolve todos os habitantes.

Estava formada a guerra mais avassaladora do século XXV. Müllre se aproveitou de estar em volta da pequena cidade dos ratos e fechou todos os flancos. O embate culminante ocorreu quando tropas ainda despreparadas dos camundongos amestrados tentaram defender-se de forma heróica contra o avassalador ataque dos exércitos e linhas de frente (Frontline, música da banda Pillar). Foram dizimados.

A sua frente, James Saturno imaginava um aniversário mais alegre, divertido e descontraído (sem falta de comida, é claro!). Mas estava à frente de uma guerra, na qual lhe pegara de surpresa, em plena nomeação de líder maior das ratazanas da floresta. Pensava em tomar uma decisão rápida, mas a inexperiência falava mais alto no seu subconsciente. Tão logo, viu o líder do exercito inimigo a sua frente, que lhe questionou enlevado:

- Então você é o líder deste povo miserável…

Não sabia a resposta a dar ao inimigo, porém o medo de lhe dar com situações do tipo gerou uma coragem espontânea e um pouco inacreditável:

- Não. Só sou um amigo seu.

- Amigo neste fim de mundo, te peço explicações, meu caro.

- Conheço você há muitos anos, até o momento que entrou nesta floresta. Deste então não lhe reconheci, pois acaba de atacar meu povo.

Pensou em parar de falar uma pouco e deixar seu inimigo, que no momento tinha-lo nas mãos, escapar algo útil pela boca.

- Talvez tenhas ouvido falar em mim, pois sou famoso pelas bandas do norte, mas quem me conhece sabe que sou perverso e ultrajante.

- Pois bem sei disso, também vem aqui à procura de algo…

- Que pensas que venho buscar, sujeito estranho.

- Sei muito bem…

Agora ele se enrola. Mas surgem mais alternativas a sua cabeça de pergunta, empolgando neste duelo de inteligência.

- Você procura um caminho…

- Isto mesmo, você então sabe o porquê de eu estar aqui.

- Já disse que o conhecia… – disse agora rindo de seu pequeno feito até o momento,

- Então me diga, onde fica este caminho ou o mato e descobrirei sozinho!

- Calma, este caminho não é tão fácil como pensas, necessitas de guia experiente para levá-lo até lá.

- Então você virá comigo.

- Sim nisto que pensei, mas antes tenha a bondade de libertar meu povo.

- Não sou louco, seu povo já deve estar dizimado a este momento.

- Então peça que recuem do campo de batalha,

- Como quiser, rato.

Os habitantes da cidade mal sabiam que seu mais odiado líder havia os poupado a vida. Os exércitos de Müllre estavam se aproximando da Toca Maior, lugar onde havia se refugiados mulheres, idosos e crianças (é claro que lideranças estavam lá também…).

Após uma noite entre os ratos mutantes daquele povoado, o exercito Müllre partiu agora sobre comando de um novo guia: James Saturno, que não conhecia um palmo fora daquela floresta, mas fizera com que a cidade gostasse mais daquele gordinho de olhos maiores que a barriga.

Xaropink’s Xarope estava bem atrás na corrida. Perdera-se na primeira floresta negra do trajeto. E cinco trias depois, chegava a segunda floresta, prevendo mais atraso. Encontrou pelo caminho um jornal velho, depois de achar também alguns pertences. O jornal era inútil a sua pessoa, nunca aprendera a ler, mas ao folhar as páginas, para sua surpresa imediata, encontrou seu retrato.

Não sabia no começo do que se tratava, mas desconfiava estar famoso agora, depois de anos tentando obter algum reconhecimento. E com o pensamento nesse detalhe de seu grande objetivo, se animou e “apertou” seu passo a fim de chegar antes no destino de seu alvo. Ele conhecia as intenções de Menino e de que ia para a cidade do Sul. Para animá-lo, rasgou a parte que tinha sua foto no jornal e guardou. Quando for a cidade de Müllre irá divulgar a morte de Menino feita por suas próprias mãos e espera ser aclamado como “herói universal”. Isto sempre se repetia em sua cabeça de vento, apesar de ter a mesma capacidade de armazenamento de Iceberg. Para isso contava em alcançar primeira mente seu grande amigo para as bandas do sul, James Saturno, o agora, ainda que ameaçado, líder dos camundongos da floresta.

Após chegar à segunda floresta, desencontrou-se do caminho direto e acabou chegando à cidade dos camundongos. Logo se deparou com uma destruição nunca antes vistas por aqueles olhos de certa deficiência. Ao questionar outro grande amigo, o pai de Saturno, o mesmo lhe respondera:

- Foi terrível, aquele rosto… Destruíram completamente meu povoado.

- Onde está o Saturninho?

- Eles o levaram.

Sem tempo a perder, Xaropink’s Xarope parte em busca de seu grande amigo, certo de que fora Menino, a ameaça do planeta cinza, que raptou Saturno.

Ao encontrarem a tal da água, Iceberg melhorou rapidamente. A substancia fora encontrada após algumas escavações no alto de um monte. Essa substancia, ao entrar em contato com atmosfera, vaporizou-se rapidamente. Menino lembrou que em sua escola existia uma substancia parecida, mas apenas na forma de vapor. Era fabricada pela Ducambor, empresa que fabricava alimentos para yesterdays, e largava na atmosfera parte desta substancia.

Após a recuperação, Iceberg demonstrou estar como sempre fora, pois o culminante de sua recuperação foi tropeçar sete vezes em 13,12 jardas, ato não repetido durante o estágio da doença.

Ao consultar o livro de Oteromequitá, Menino percebera uma página intraduzível. E parecia ser algo muito importante. Mas nem o próprio velho Popogenic’s conseguira traduzir. Maisá nem quis arriscar. Iceberg nem fora consultado, por motivos conhecidos. A letra parecia simbólica, como também poderia ser um dialeto muito usual.

Encaminhavam-se rumo ao centro do limite ali percorrido. De acordo com as páginas legíveis do livro de Otero, fora a parte simbólica, constava o aparecimento de gases de textura intrigante, pelo menos para os yesterdays. Era um tipo de gás azul bem escuro. Tinha função de substituir a antiga neblina que habitava a Terra, mas era inofensiva. Pelo menos esse era o limite que conhecia Maisá. Perguntava-se agora sobre onde estaria o último dos velhos que supostamente saberia o caminho acidade almejada. Maisá nunca ouvira falar deste sujeito que atende por Juca Pascoal, mas Popogenic’s o conhecia pessoalmente. Também conhecera sua história, a que fora citada anteriormente e envolvia o atual líder dos yesterdays.

Ao se aproximarem da bandeira branca, marca deixada por Maisá em sua expedição mais ousada ao sul, ele próprio exclamou:

- Daqui em diante, será novidade pra mim e muito mais para vocês.

Atingiram uma cordilheira de proporções pequenas, mas um obstáculo irreconhecido e um tanto desafiador para os viajantes. Da bandeira branca já era possível avistar tal cadeia montanhosa, de tamanho pequeno. Gigante mesmo só o medo de Iceberg, que se arrepiava cada vez que algo que não fosse plano aparecesse no caminho dos viajantes. Mas desta vez não era nenhuma floresta negra, e sim um pedregulho inofensivo.

Menino, num gesto mais precavido, decidiu circuncidar o morro. Devido a seu isolamento de outros declives, estando no meio do deserto, não haveria problema poupar mais esta subida.

O problema real era que já sabiam eles da existência de tropas da cidade de Müllre aos seus calcanhares. Isto era óbvio, mas, no entanto era desconhecido, tanto sua distância quanto seu número. Porém eles pensavam e articulavam seus planos e objetivos de viajem sem interromper a caminhada, ao contrario dos inimigos. Uma estratégia lançada por Maisá era subir o morro de qualquer jeito para ver a distância e número das tropas, pois contornar o mesmo apenas perderia tempo, sendo assim estariam bem informados da situação mesmo estando eles exaustos pela subida íngreme. Mas o óbvio foi deixado para trás, o que não deixa de ser uma estratégia. Resolveram contornar o morro como fora combinado de inicio.

Nisto, ao pé do monte, encontraram certos vestígios que provam a existência de vida ao extremo sul. Eram peças de roupas cino – altantes (roupa adequada aos yesterdays para uso de sobrevivência. A roupa, que era um resultado de uma série de pesquisas científicas, acabou por ser descoberta por um simples estilista futurista, Gordon Lizard).

A animação foi tanta que, euforicamente, eles apertaram o passo, a fim de encontrar o que queriam naquelas terras do além…

Capítulo 4 – Estudos, balões e rinocerontes.

Billy caminhava pela cidade deserta. Estranhou, pois a vira radiante a alguns metros de distancia. Não entendera o que se passava, mas continuava a andar por aquele lugar misterioso, algo transparente flutuava em um imenso buraco, onde refletia algo vindo do céu. Notara uma cor em comum, de quando era filhote ouvira falar de sua mãe: verde. Estava em tudo, em árvores, prédios e no próprio chão. Mas era tanto tempo desde sua infância até aquele presente momento que não lembrara direito da cor, devido estar agora acostumado a um mundo apagado que era o planeta Carbono. Imaginara que aquele planeta pequeno que tanto avistara quando pequeno fora seu destino, e agora retornara do lugar donde fora tirado. Mesmo com aqueles prédios que para ele, não tinham a mínima utilidade, estava em casa. Tinha sossegado, estava sóbrio e calmo, entrando em um estado de troca de respiração, pois viviam em um lugar nada respirável. Afinal, estava de volta, pois ouvira falar na sua infância, agora de seu pai, que o planeta onde nascera era enorme e destemido, curioso e extremamente bizarro. Talvez, em bizarro aqueles prédios se encaixavam, pensou Billy para si, e logo repetiu em voz alta, pois era o único ser vivo naquele lugar, intitulado Southtown.

Suas curiosidades nunca antes exploradas começaram a brotar num segundo a flor da pele. Começou a vasculhar aquele lugar do sul. Tinha a leve, mas nada absoluta impressão que era observado. Apenas se confirmou quando alguém se aproximou ao horizonte daquela rua silenciosa e misteriosa. Não tirando os olhos no ser que se aproximava, esqueceu completamente de suas laterais. Nisso pularam dois para cima dele. Fora atado e levado para um lugar, situado em uma praça em meio ao centro. Lá o observaram com extrema cautela. Esses observadores não ultrapassavam os cinco mil. Era a população da cidade em peso, contemplando aquela criatura bizarra. Billy nada respondia. Mesmo com sua desconfiança de sempre, Billy percebeu que aqueles seres estranhos nada de mal queriam dele. Apenas gesticulavam estranhamente.

No meio da multidão se aproximavam sete jovens encapuzados. Estes que não eram percebidos acabaram por raptar Billy do local onde estava sendo analisado. Logo eram percebidos. Trocando em miúdos, estes eram os maus e a população em si, era boa. Suas histórias e a da cidade hão de ser contadas após…

James Saturno estava começando a penar. De acordo com a bússola meio arcaica das tropas de Müllre, eles haviam desviados enormes jardas do suposto caminho. Quem não estava gostando nem um pouco era João Júpiter.

- Acho que fui enganado, e a morte de quem fez eu cometer este grave erro não bastará como vingança! – disse ele olhando furtivamente ao pobre e condenado James -, talvez sua raça seja extinta após isto.

- Desculpe, mas sei o que estou fazendo. Pensas que sou filho de qualquer, pois se engana. Sou filho de Joca James, líder de uma raça que sempre se lembrará!

Júpiter riu gananciosamente.

- Claro que lembrarei, era a raça mais esquisita que já tinha visto!

James, ou o Gordo, ouvia sem poder revidar. Sua vida estava em jogo, se não a perdesse por completo ali mesmo. Procurava assunto para despistar o interesse de genocídio do doido varrido que era a figura de João Júpiter. Este que se mostrava impaciente a cada dica de James, que se mostrava mais inseguro em suas falas.

- Vejo que é de família com sobrenome de planeta, maldito, disse Júpiter.

- Somos bons como vocês, mas apenas como guias. Espero não decepciona-lo. Sei direito onde estou indo.

- Pouco me importa que acerte ou não: morrerás assim que chegar seja daqui a dois trias ou dois anos, quando vier o dia, te empalho e te boto como busto no palácio do governo, seu rato! – Júpiter não parava um segundo de ser irônico, mas bebia um liquido de absorção desconhecida pelos cientistas de 500 anos atrás, tal de “Tola de Minueto”. Isso o deixava calmo e sem atenção para nada. Quanto mais ingeria, mais Saturno conversava, e tão logo, percebera a recaída do líder por um simples liquido inofensivo. -, está olhando o quê, rato abostalhado…

Logo eles estavam no monte sul, um dos únicos restantes nas campinas da antiga Argentina. Queriam descanso, com isso, o subtenente comunicou ao líder o apelo dos combatentes.

- Senhor, necessitamos de descanso imediato, algumas baixas foram constadas agora devido a fome e cansaço, caminhamos a dois trias sem parada de descanso e alimentação. Peço sua permissão e logo aviso ao batalhão…

- Quem disse que concordo. Peça a quem estiver cansado que mande correr a frente. Não recrutamos fêmeas, e sim machos! Já basta.

O subtenente não sabia o que dizer, tamanha a grosseria fora dita pelo alterado líder de Müllre. Nascia ai a primeira desconfiança do antigo perfeito líder, que logo se espalharia por todas as tropas que ali estavam.

Já era possível avistar Southtown. O primeiro a ver fora Maisá, que não esquecera dos detalhes que vinham após a passagem do morro. Assim mesmo, estavam a 6.900 jardas da cidade. Foi quando os aventureiros encontram o último dos moicanos, quer dizer, o último ser antes do povoado. Juca Pascoal, 2.20m de altura, um brutamonte. Ele morava com os gêmeos monstros do sul, Zé Galo e Zé Pato, conhecido como os “Good Monsters do sul”. Não lembrando bem de quem eram, hostilizou até saber da quem se tratava:

- Quem são vocês? Se estão vindo a ordens de João Júpiter preparem-se para morrer.

Como de costume, o velho Popogenic’s, o mais dócil do bando, tratou de apresentar a quem invadia tais terras, com aquele jeito de velho mago, semelhante aqueles do Age of Empires.

- Somos quem podemos ser… Na verdade somos viajantes e viemos, sobretudo, pedir-lhe ajuda na nossa busca. Somos fugitivos de Müllre.

- Pois bem, são dos meus – sentou-se em uma rocha carbônica. Após fazer um “jeitinho”, escorregou e caiu.

- Quer ajuda, velho amigo? – perguntou Popogenic’s.

- Não, seu velho safado!

Mesmo sem lembrar quem era o velho Popogenic’s, Juca Pascoal tratava os de boa aparência bem, sendo feito o contrário as criaturas de má aparência. Iria sobrar para o Iceberg.

Nosso amigo Menino, não querendo mais papo, abriu logo o jogo:

- Senhor, não estamos brincando. Queremos achar a cidade perdida do sul, e rápido.

O brutamonte entendeu 60% do que Menino proferira.

- A CIDADE PERDIDA DO SUL. Bem, e o que tem ela?

- Queremos achá-la! – disse Popogenic’s, impaciente.

- Só por cima do meu cadáver! – exclamou o brutamonte, e ninguém, nem mesmo os gêmeos monstros entenderam a decisão.

Um dos monstros deu um assobio enquanto o outro acalmava o sub-mestre atucanado.

Sem que nossos amigos percebessem, garças da altura de um elefante albino (espécie em extinção na época). Elas tinham asas fedorentas, mas lhe serviam para um passeio aéreo sublime. Foi o que constataram nossos amigos, que foram voando pelas coxilhas abertas sulinas. Passaram-se algumas horas de sobrevôo, quando o pior acontece. Uma tempestade de balões atormenta a região. Na verdade, para os desinformados, balões eram policarbonatos opacos, com seu interior recheado de diamantes. Para fins de mais esclarecimentos, o diamante já não era tão valioso assim, e na nova escala de Mohs, ocupava ainda a décima posição, perdendo para Gnaisse Story (11º), Quartzo titanizado (12º), Aço plastificado com Césio³ (13º), Biotita, Xistos e Feldspatos derivados da Montanha Stone tone (14°) e o mais dúctil, Coração não-arrependido. Os menos dúcteis variam de Calcários ao cérebro de Iceberg.

Bem, nesta tempestade de balões, algo estava errado. Como de costume, a tempestade em vez de cair, normalmente ela emerge. Só que desta vez, precipitações estavam indicando uma chuva de balões vindo do céu.

As garças começaram a perder altitude, perdendo totalmente o controle. Uma delas, onde viajava Iceberg, vai para em uma encosta, que parece um abismo propriamente dito. Os outros se escondem debaixo de montanhas. O interessante é que a tempestade nem ao menos havia começado. Os balões liberavam radiações gama(Y), que prejudicava a visão e tato dos Yesterdays. Mas ninguém ali era um Yesterday. A explicação mais óbvia era o costume da agora raça dominante. Quando se aproximava uma destas tempestades em Müllre, todos se escondiam muito antes de ela começar. Era sempre o mestre Klun que previa estas catástrofes.

Enquanto isso, num desfiladeiro extremamente íngreme, onde antes servia para observação no parque do Caracol, em Canela, agora não passava de um mero cenário carbonífero. Apenas os fumantes do futuro achavam graça naquilo. Alguns deles reuniam-se para ver o pôr-da-fumaça. No fim da antiga escadaria, onde o rio secou séculos atrás, encontrava-se João Júpiter. Ainda paciente, e com a população resmungando fome aos seus pés, esperava que aquelas rochas aos seus pés descessem como havia dito James Saturno. Este havia saído para fazer necessidades do futuro, e desapareceu da vista do imperador dos Yesterdays.

- Maldito!

Ordenou que as tropas seguissem o rastro do Rato, que não devia estar muito longe. Procuraram de cabo a rabo, em tudo quanto podiam desconfiar, mais nada.

- Mas como? Um rato obeso como aqueles sair tão rápido assim, ao menos que nestas paredes tenham alguma passagem secreta.

Após dizer isto, apoiou-se em uma rocha incrustada na parede. Nada aconteceu.

- Eu disse, “ao menos se houver uma passagem secreta aqui!”.

Tornou a fazer o gesto, desta vez em outro lugar. Os habitantes da grande Müllre mal podiam reclamar das loucuras do imperador, pois estavam sem energias para continuar.  Passaram-se algumas horas, o imperador já havia dado a volta entorno do morro duas vezes, sem achar nada que o levasse a uma passagem secreta.

- Acho que estas passagens aparecem quando a gente menos espera! – proferiu o prefeito da cidade unitária de Yesterdays do mundo. Dito isto, começou a pular encima do solo onde pisava.

- Eu disse “quando a gente menos espera!” – e continuou a sapatear sobre o solo.

Um dos soldados tomou a liberdade de conduzir o resto para outro lugar.

Mal sabia João Júpiter que era observado.

Enquanto isso, na cidade almejada por todos, estava-se enfrentando uma turbulência nunca antes presenciada. Aqueles homens encapuzados que levaram Billy nunca haviam se mostrado. As autoridades responsáveis pela cidade estão à procura destes, mas eles evaporaram literalmente. Mas sabiam os “Southtowneses” que eles trabalhavam num arranha-céu no centro da cidade. A certeza era evidente pela não permissão de visitação ao prédio. O destino da cidade estava ameaçado.

Enquanto isso (Parte 3), no local onde estavam os habitantes de Müllre, Xaropink’s Xarope solta a boca de James Saturno, que prende para não sussurrar.

- Obrigado, estranha criatura, por me salvar! – disse Saturno.

Xaropink’s ficou emocionado, pois estranha criatura era um elogio tão grandioso como qualquer outro. Como não sabia falar, agradeceu o elogio batendo com a cabeça na parede rochosa. “Mas que imbecil!”, pensou James.

Voltando ao contexto principal, durante a tempestade de balões, um fato inédito aconteceu. Um rinoceronte que se banhava no mar de piche, salvou Iceberg das garras de uma garça (?). Explica-se: Após caírem no abismo, Iceberg caiu por cima da garça, vomitando após, também por cima da garça. Até ai tudo bem, o pior é que Iceberg havia vomitado um pedaço de frango que havia ingerido na casa de Oteromequitá. A garça não admitiu tal insulto e começou a correr atrás de Iceberg, que por fim fora salvo pelo rinoceronte.

No fim das contas, todos voltaram ao normal.

Entretanto, faltavam apenas 3,11 milhas para alcançar a cidade do sul. O que aguardariam a todos os que chegassem até a cidade? O que seria do futuro terrestre? Qual é a derivada da função abaixo?

F (x) = x³ + 4x² + 12x? (Utilize a regra de cadeia).

Capítulo 5 – O fim desta história, ou o começo do presente.

Billy permanecia amordaçado frente aos computadores. Não tinha idéia do que presenciava, sentia falta de seu fiel amigo cachorro. Agora parecia atribulado, não sabia o que fazer a não ser esperar. Certamente ele se livraria desta, as coisas para seu lado sempre davam certo.

Os bandidos possuíam recursos tecnológicos muito avançados. Uma arma letal seria disparada em poucos segundos. Não se sabia para o que serviria, mas aparentava ser um telescópio gigante. O futuro do planeta dependia do encontro entre os povos.

O orangotango alado do inicio da história, o que havia raptado o meio velho aproxima-se de Southtown. Abaixo de seus pés, a pelo menos 500 metros da cidade, caminham dois seres muito estranhos (isto pois o orangotango nunca havia visto seu reflexo no espelho). Era Saturno e Xarope, que haviam pegado um atalho para a casa da vovó (um exemplo); no mesmo ritmo, a pelo menos 1km atrás, estavam as tropas de Müllre, e toda a população, esquecendo apenas de João Júpiter, que continuara ao pé de um monte no parque do Caracol, tentando achar uma passagem secreta. Ainda, a 2,5km, estavam nossos aventureiros, que avistaram os dois grupos a sua frente.

- Eles não podem chegar primeiro! – indagou Menino.

- Eles quem? – disse Iceberg, que estava com uma venda nos olhos.

Popogenic’s teve a brilhante idéia de chamar as garças. Elas estavam por perto, bastava um misero assobio. Eis outro problema: ninguém sabia assobiar, pratica que era tão abolida quanto comer ou beber água.

Num ato fisicamente futuristicamente impossível, Iceberg pôs um dos dedos da testa na boca, provocando um assobio nada suave, que fora ouvido na quinta Avenida de Southtown (zona sul da cidade). E como esperados, lá estavam às garças, resmungando sobre ter de encontrar outra vez Iceberg. Este estava mais atônito do que nunca, pensando em sua “orangotanga” de Oteromequitá. Maisá, o mais sem ações do grupo resolve utilizar uma haste ajato tônico, um dispositivo de impulso. Coisas do futuro…

Em uma cena incrível, em todos na busca pela cidade perdida pisam nela, ao mesmo tempo, uma luz incandescente brilha no espaço e reflete na Terra. Algo chocante. Os bandidos que seqüestraram Billy utilizam sua arma potente, para conter o que parecia um grande cometa, mas em nada interfere. A luz é de uma cor esbranquiçada que causa cegueira temporária a todos. Nunca se havia visto tão incandescente luz naquele planeta em que inexistiam cores vivas. Naquele momento tudo fora interrompido, todos pararam de respirar. Um profundo sentimento de paz atingiu a todos que observavam o fato. Cessavam por alguns segundos os sentimentos de guerras promovidos até então. Todos os seres viventes terrestres em todos os lugares, inclusive João Júpiter, no parque do Caracol, conseguem admirar com detalhes toda a luz, que ilumina cada centímetro antes impossível de perceber. Em resumo, todos que antes viam daquele jeito de Yesterday, agora realmente podiam observar a tudo. Era o que o mestre Klun havia lhos dito: a luz é algo misterioso, que causa grande impacto de paz quando existe, e profunda tristeza quando se desintegra.

Algo estava muito óbvio, mas antes não podiam ver. Aquela luz chegou numa hora exata de iniciação de um conflito sem motivos algum. Porém tão previsto quanto um ciclo. Era o fim. O fim das dúvidas.

Lá no alto, como podiam observar, se representava um espelho, muito grande, que para fins de esclarecimentos específicos, encobria a Terra, formando uma atmosfera espelhada. Todos que fitavam o céu não conseguiam desviar-lo a atenção.

Era exuberante. Ver-se-iam cores, que alguns dos mais antigos habitantes da própria Southtown reconheciam. Eram verdes as árvores, eram azuis os rios, era frutífera a terra, era um sonho real. Não se via ninguém, notando isto, os que olhavam perceberam suas ausências no reflexo. Mas contemplaram sua permanência naquele lugar. Era bom, o oxigênio, temido por muitos, era tragado com maior facilidade e purificava os seres viventes, lhes atribuindo novas cores.

Era fascinante. Água que enxugava os pés da multidão de Müllre traziam ondas de encanto. Todos gostam e todos queriam o local.

Mas uma voz brada do horizonte, e no horizonte se ouvia a mesma voz propagada da mesma direção. Era guiada pela direção dos ventos, trazida com suavidade aos ouvidos danificados dos Yesterdays.

- Vocês não existem.

Um momento de apreensão. Todos se olhavam, antigos inimigos apenas queriam saber de quem era aquela voz, o que queria dizer e, afinal, o que estava acontecendo. Tudo em paz.

Logo voltou aos ouvidos a mesma voz, com o mesmo contexto e a mesma dúvida:

- Vocês não existem.

Um dos mais intrigados resolveu gritar bem alto, assim como outros em diversas camadas do planeta.

- Quem é você? O que quer? O que está acontecendo.

A voz respondeu. No mesmo tom, anunciou:

- Vejam!

Todos olharam para cima. Único lugar para se ter que ver, pois o espelho era misterioso.

Por um minuto se viu muito. Era acontecimentos, fatos verídicos, mortes, assassinatos, violência e tudo o que era bom. Isto os fez lembrar do antigo planeta Carbono.

Mas ainda nada entendiam.

Logo notaram o reflexo igualmente do que estavam se sobrepondo. Mas havia um casal. Tudo era muito rápido. O casal se multiplicou, logo vieram cidades, estados, nações e guerras. Mas ainda não se tinha o motivo para tanta violência.

Tão logo, a cena do mesmo planeta benéfico voltou.

O povo espectador estava mais perdido em pensamento.

As cenas continuam. O mesmo casal está recebendo ordens. Mas em uma desrespeitam, e são banidos daquele lugar, indo morar em um muito abaixo em. Fora criado o trabalho e as necessidades. Logo se criou o assassinato, por desobediência as ordens. Logo, novamente um outro desvio das leis, ouve uma incrível queda de meteoros e uma interminável chuva. Mesmo sendo castigados, este povo que tinha privilégios no começo continuou a desobedecer às ordens. Homens eram levantados para que eles cressem naquele que impunha as ordens. Abriram mares, derrotaram gigantes, derrotaram milhares de homens com um só golpe, enfrentaram leões e não eram feridos. O próprio filho deste que impunha as ordens fora mandado para alertá-los que a desobediência era perigosa. Poucos lhe deram ouvidos e o mataram.  Após, com ajuda de seu pai, ressuscitou, cumprindo assim a última chance destes moradores da face da Terra. Agora dependiam de si próprios para morarem em um lugar melhor. Passam-se os anos e a Terra começou a piorar. Fome, destruição, catástrofes. Muitos não sabem explicar o porquê disso tudo, embora alguns ainda se lembrem das palavras do Filho do Homem. E o fim parece próximo.

Aquela luz retorna e voz também.

- Vocês não existem.

Nosso amigo Menino, muito intrigado, pergunta em um tom ao qual toda a Terra ouve:

- Quem é você?

A voz responde em pouco tempo de espera.

- Sou o narrador desta história.

Todos começam a se perguntar: Mas o que significa isto? De que história ele está falando? Menino, um pouco mais ávido que os demais, têm a impressão que sabe quem é.

- Ah, então você é Paulo Matheus?!

- Sim, sou eu mesmo.

Todos ficam perplexos ante a declaração da voz. Trata-se do autor desta história. Mas o que será que queria logo agora no final?

- Apenas quero lhes dizer que são obra de pura ficção. Não existem na realidade.

- Mas o que é a realidade? – perguntou Popogenic’s.

- Lembram-se do que viram nos reflexos? Aquilo é a realidade, mas ainda está inacabada.

Nossos amigos ficam horrorizados. Primeiro, por descobrirem pelo próprio autor do livro que não existem. “Ele estragou o tria!”. Mas ainda assim, Menino queria uma explicação convincente do que era então a realidade, qual era a diferença entre o mundo real e o planeta Carbono.

- Respondendo a sua questão – já que fui eu mesmo que escrevi seu pensamento -, a realidade nada mais é que o tempo. O tempo explica por que temos que morrer, ao invés de viver. Tudo tem seu tempo. Afinal, a Terra superlotaria se não houvesse a morte dos mais velhos…

- Na minha realidade – continuou o narrador -, o tempo está acabando. Mas este tempo é diferente. É o chamado “Fim dos Tempos”, quando o Filho do Homem virá buscar aqueles que acreditam em seu retorno. Tudo indica que ele irá voltar. Quando as condições de vida forem mínimas e as guerras, de uma forma mais destruidora, começarem.

Todos, ainda absortos, queriam mais explicações sobre este tal “narrador”, e por que tudo aquilo havia acontecido. Menino começava a assimilar alguns fatos. Agora imaginem como estava a cabecinha de vento de Iceberg. Pelo visto tentava acordar a cada minuto deste sonho interminável. Ao contrário do que todos pensavam e até mesmo Eu, o narrador desta história, ele sabia demais.

- Agora eu entendi – disse ele, para o descrédito de todos os presentes (inclusive a quem ele nem conhecia).

- Entendeu o que? A piada de ontem? – resmungou Menino.

- Eu conheço esta história desde quando eu nasci. Falava sobre um mundo em que nunca um ser humano, tão pouco um yesterday poderia imaginar. Um mundo inimaginavelmente bom. Só que ninguém acreditava nesta história. Há muito tempo, talvez séculos atrás, este Filho do Homem veio buscar o que nele criam, e deixou muitos aqui neste lugar.

- Genial! – disse o Narrador.

Todos admiravam as palavras proferidas por um João Ninguém. Alguém que não acreditava que todos lhe dessem crédito, mas na última hora não negou as palavras que o Narrador desta história acabara de dizer. Menino era o mais perplexo. “Como um molóide haveria de saber tudo isto?”.

- Este é o fim!

- Mas como? – interrompeu Menino, querendo saber como este tal “Narrador” acabava a história assim, sem mais nem menos. E como nós ficamos?

O narrador pensou um pouco. “Como deveria esta história acabar, semelhante ou diferente da história verdadeira?”.

- Sabe, ainda estou pensando, se fosse à realidade, o tempo que o meu Criador quisesse acabar a história, ele acabaria. Ele tem o direito de fazer isto. Pois tudo tem seu tempo. Mas nesta história, vou dar-lhes uma segunda chance…

- Mas que tipo de chance? – perguntou Menino.

Num movimento repentino, abriram-se dois caminhos. Um nefasto, muito pior que a escuridão do planeta Carbono. Era mais escuro e expelia fogo e enxofre. O outro, podia-se sentir um ar bom, ar de quero mais, ar de eternamente. Era bom, um sentimento nunca antes sentido pelos yesterdays. Existia uma diferença extremamente alta entre os dois caminhos.

Entretanto, o que decidiria por onde seguiriam seria o intelecto de cada um.

Todos se olharam. Voltar para onde estávamos ou melhorar?

Num movimento bastante impensado, todos se voltaram para um dos caminhos, e apenas Iceberg fora para o outro lado.

Menino percebendo, logo indagou:

- O que está fazendo, seu maluco! Todos estão indo para esse lado e você teima em ir para outro. Onde você está com a cabeça?

- Apenas confie em mim, apenas nesse momento.

Menino não sabia responder, estava pasmo ante a decisão do amigo. Sentiu pena dele, porém lembrara que o narrador concordou com sua conclusão.

- Por que não arriscar! – indagou o Menino.

Eles embarcaram no caminho mais estreito, aquele que dificilmente se conseguiria passar. Mas no fim das contas, Menino gostou da decisão. Voltou para o lugar onde aquele casal estava e viu que era bom. Não quis saber do destino dos outros personagens, nem do que o narrador lhes quis fazer (garanto que não foi algo bom!). Agora era dali bom para sempre.

Enquanto isso, o Narrador é questionado sobre o final de sua história:

- Não entendi o final? – pergunta um ser imaginário.

- Mas o que tu não entendeste?

- Você começa satírico e acaba desse jeito…

- Pelo contrário: sabe o que é mais engraçado neste final? Ele existe de fato!

Acabado a história fictícia, apenas o tempo dirá se isto tudo (apenas o final) está certo. Por enquanto, durante o tempo de vivência, espera-se passar os bons tempos de hoje. Outrora. Ou agora.

FIM

Nasceu em Porto Alegre, em 1989. Mesmo criando interesse pela ?rea de engenharia, sempre cultivou a leitura de obras liter?rias e desenvolve contos e cr?nicas em seu blog, http://paulomatheus.tk, participa de concursos de contos e comunidades destinadas ao incentivo e cria??o de novas obras liter?rias, como a Sociedade INK.

Sumo Xango
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